Abel Braga bota fé no bi : ‘Sinto o Internacional de hoje mais preparado’

13 de dezembro de 2010 - 09:40 | Postado por:

Comandante do maior título da história do Internacional, o técnico Abel Braga, hoje no Al Jazira, dos Emirados Árabes, acredita que o time colorado pode repetir a façanha de 2006, quando desbancou o favorito Barcelona, na final do Mundial de Clubes, em Yokohama. Em entrevista ao site da Fifa, Abelão apontou os fatores que o levam a crer que o time dirigido por Celso Roth é ainda mais forte do que o campeão mundial há quatro anos. Ele ainda analisou o Inter de Milão, principal adversário colorado em Abu Dhabi, e também falou da emoção de rever boa parte do grupo que fez história no Japão. Leia os trechos mais importantes da reportagem:

Inter 2006 e Inter 2010

Aquele time (2006) tinha um coletivo muito bom, era taticamente muito aplicado e mesclava juventude com experiência. Mas esse agora é ainda mais experiente, agressivo e tem uma dinâmica de jogo melhor do que aquele.

Barcelona e Internazionale

O Barcelona era um grande time, venceu o América-MEX como se estivesse treinando. Mas estudamos o jogo deles, neutralizamos individualmente algumas peças e não abdicamos de atacar. O que acontece hoje é que o Internazionale não é o Barcelona e não entrará com 100% de favoritismo, mesmo que ainda seja a grande força do torneio pelos jogadores que tem. Supondo que os dois favoritos passem – e, pelo que vi até agora, só com um desastre isso não acontecerá –, sinto o Internacional de hoje mais preparado. Os italianos têm grande jogadores, mas não um grande time. E quando assistirem à outra semifinal (Internacional x Mazembe), saberão que não ganharão a hora que quiserem.

Reencontro com colorados

Foi emocionante. Ficou provado que o carinho que tenho pelo clube é recíproco. Eram quase 15 jogadores que trabalharam comigo, mais a direção, e isso mexeu muito. Vivi períodos muito bons e intensos por lá. Ver o Clemer aqui foi marcante, principalmente por ele agora fazer parte da comissão técnica do Inter (é treinador de goleiros) e eu ser um torcedor. Em 2006, ele já era experiente e foi fundamental naquela decisão, com uma defesa linda no final em chute do Deco. Aquilo marcou demais. O Índio foi outro, porque naquele jogo ele saiu de campo com um machucado enorme (nariz quebrado), o que virou um símbolo de luta e garra.

Futuro

Meu contrato acaba em maio e quero voltar ao Brasil. Foram três anos aqui, o primeiro maravilhoso, com a presença da família. Agora, meus filhos estão lá, minha mulher vai e volta e está mais difícil. Mas estou feliz, o país é excelente e sou muito bem tratado.

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