AL descarta suplente e deputado preso segue recebendo salário em MT

12 de agosto de 2018 - 20:08 | Postado por:

Botelho diz que vaga só pode ser assumida após 4 meses; Savi está preso desde maio

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), descartou convocar o suplente de deputado Waldir Bento (MDB) para assumir a cadeira de Mauro Savi (DEM), preso desde maio, acusado de fraudes no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT).

 

Bento tem feito pressão, nos bastidores, para assumir a vaga do parlamentar preso. Nesta semana, ele protocolou no Legislativo pedido para assumir o lugar de Savi.

 

Entretanto, segundo Botelho, o regimento da Casa não permite que o suplente seja empossado antes dos 120 dias.

 

“A princípio, dentro do período de quatro meses, em nenhuma situação a Casa chama suplente. Somente de quatro meses em diante. Então, até quando se pede licença, só pode chamar [o suplente] quando passar os 120 dias”, afirmou, em conversa com a imprensa.

 

A princípio dentro do período de quatro meses em nenhuma situação a Casa chama suplente. Somente de quatro meses em diante

Desta forma, o emedebista deve assumir o lugar de Savi somente no final de setembro, caso o parlamentar não deixe o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) antes disso.

 

“Tenho conhecimento desse desejo dele. Então, encaminhei para a Procuradoria da Casa para que faça uma análise. Mas, como disse, dentro de quatro meses, em nenhuma situação, a Casa chama suplente”, afirmou.

 

Prisão e salário

 

Mauro Savi foi preso durante a segunda fase da Operação Bereré, sob acusação de liderar o esquema que teria desviado mais de R$ 27 milhões de reais do Detran entre os anos de 2009 e 2014.

 

No entanto, não existe condenação referente ao caso e o parlamentar ainda detém a vaga na AL, ele segue recebendo os salários normalmente.

 

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), ele recebia propinas milionárias através do empresário Claudemir Pereira, então sócio da Santos Treinamento. A defesa do parlamentar nega qualquer envolvimento dele no esquema.

 

Savi ainda teria exigido R$ 1 milhão dos sócios da EIG, em 2014, para aceitar encerrar as negociações ilícitas.

 

A segunda fase da Operação Bereré resultou, ainda, na prisão do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, e do irmão dele, Pedro Jorge Taques; dos empresários Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, proprietários da Santos Treinamento; e do empresário José Kobori, ex-diretor-presidente da EIG Mercados.

http://www.midianews.com.br/politica/al-descarta-suplente-e-deputado-preso-segue-recebendo-salario/330786

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