Bando preso pelo GCCO era bem organizado e fez mais de 1.100 vítimas

24 de setembro de 2012 - 09:32 | Postado por:

A Polícia desarticulou com muita inteligência, sem disparar um tiro, uma das maiores e mais bem organizadas quadrilhas de golpistas das últimas décadas em Cuiabá.

A maior e a mais bem organizada quadrilha de golpistas começou a ser “desmontada” nesta sexta-feira (21). Oito pessoas foram presas e autuadas em flagrante. Outras 20 foram detidas, e seis deles foram indiciadas em diversos crimes. Os golpes renderam mais de R$ 1 milhãoem menos de um ano. Cerca de 1.100 cartões “batizados”, mas autênticos foram apreendidos na “Operação Sete Erros”, desencadeada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO),. Só para um endereço foram expedidos e entregues 345 cartões de crédito.

Foram presos, segundo odelegado .Genmarco Pacolla, Edivaldo Silva, de 45 anos,apontado nas investigações como chefe da quadrilha, Vilmer da Rocha Louveira, de 41 anos, Wirley da Silva Almeida, de 24 anos, Fernanda Silva Pereira Gomes, 30 anos, Cristiane Meira da Silva, 29 anos, Pauline Bianca Pedroso, de 24 anos, Luiz Cláudio Mota Figueiredo, de 34 anos, e Jussara Cruz de Souza, de 26 anos.

Os oito pessoa foram presos  por policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), um grupo de elite da Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio nas investigações do Serviço de Inteligência da Bandeira Bradesco/Ibi, de São Paulo.

A quadrilha ou parte dela já trabalhou e ainda trabalhava em dois supermercados Shopping Pantanal e da Morada da Serra (CPA-2) da Rede Modelo. A queda do bando começou quando um cliente do Bradesco que nunca pediu cartão,nem do Bradesco, nem do Modelo, descobriu que seu nome estava negativado (sujo) no Serasa e no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Desconfiado com o montante de pedidos de cartões de crédito para Cuiabá, principalmente quando constatou que 345 cartões foram mandados para um mesmo endereço, o Bradesco pediu apoio do GCCO e sua equipe de do SI também passou a dar apoio e suporte nas investigações.

Foram mais de dois de investigações até chegar ao bando, que costuma usar pessoas da zona rural de Cuiabá e Várzea Grande como supostos clientes. A maioria nem sabia que seus nomes estavam sendo usados em golpes milionários pela quadrilha liderada por Edivaldo Silva e sua principal braço direito e comparsa, Jussara Souza, funcionária do Modelo Morada da Serra.

Fechada as investigações, a Polícia partiu para as prisões. Ao chegar na casa de Edivaldo, pego de surpresa, ele, segundo a Polícia, ainda tentou destruir as provas, jogando os documentos e alguns cartões numa churrasqueira onde ele estava assando uma carne.

Além das oito pessoas presas e autuadas em flagrante, a Polícia ainda indiciou mais seis pessoas envolvidas no esquema em crimes de estelionato, falsidade ideológica, formação quadrilha e captação de dados sigilosos, cuja pena para o bando pode chegar aos 20 anos de reclusão.

Um dos envolvidos, segundo ainda a Polícia, possuía pelo menos cinco nomes falsos e usava cinco documentos diferentes. Além de Jussara, uma das líderes junto com Edivaldo, o chefão, a Polícia ainda descobriu que Fernanda era casada com o também golpista Wirley.

Os cinco homens foram transferidos na manhã deste sábado (22), para a Cadeia Pública de Cuiabá (Carumbé). As três mulheres também já estão recolhidas à Penitenciária Ana Maria do Couto, onde vão aguardar julgamento presos. As oito pessoas presas e autuadas em flagrante não quiseram falar com a imprensa.

PONTO-G

O “Ponto G” das investigações, segundo a Polícia, começou a cerca de 70 dias. Um cliente da Bandeira Bradesco-Ibi teve o nome negativado e procurou a instituição financeira para saber o que estava acontecendo.

Mesmo alegando que nunca havia solicitado cartão d e crédito, nem para o Bradesco-Ibi, muito menos para o Modelo, ele estava com o nome cujos por conta de compras que ele não fez, até porque não tinha realmente o cartão.

No início das investigações a Polícia junto com o SI do Bradesco descobriram as irregularidades criminosas, inclusive que existia uma quadrilha que procurava pedir cartões em nome de pessoas de alto poder aquisitivo e com nomes limpos.

Com a conclusão das investigações, os policiais do GCCO chefiados pelo delegado Pacolla, além das oito pessoas presas em flagrente, sete delas funcionárias da Rede Modelo, e do indiciamento de seis pessoas, a Polícia ainda apreendeu dois notes-books, quatro televisores avaliados em mais de R$ 10 mil, vários celulares e um videogame.

NOTA

A Polícia afirmou, apesar das prisões por envolvimento direto nos golpes de estelionato, as pessoas presas eram apenas funcionárias da Rede Modelo, que nada teve a ver com as condutas criminosas dos funcionárias, que além de presos e autuados em flagrante em quatro crimes, também serão demitidos por justa causa.

Fonte: 24horasnews.com.br

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