Estado não repassa recursos da saúde e prefeito ameaça “fechar’’ hospital

6 de março de 2012 - 12:03 | Postado por:

Mato Grosso vive uma situação crítica e na saúde não é diferente: o caos se espalha não só na capital Cuiabá que está entre as 10 capitais nas quais os serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foram classificados como os piores do país, mas sim em todo o interior, onde a situação parece ser ainda pior. Os munícipios do Norte Araguaia, por exemplo, enfrentam uma verdadeira crise interna em virtude da falta de repasses do Governo. O prejuízo é tamanho que prefeituras estão ameaçando parar o atendimento e fechar os hospitais.

Em Confresa, no Norte Araguaia do Estado, a falta de repasse do Governo já chega a mais de R$ 1,4 milhão. De acordo com Alex Venâncio, secretário de Saúde de Confresa,  alguns recursos não são repassados desde janeiro de 2011, ou seja, há um ano.  O desafio de administrar sem o repasse de recursos é grande e Confresa é maior ainda tendo em vista que a cidade é pólo de 13 municípios e recebe pacientes de várias cidades da região do Norte Araguaia.

Entre os recursos que estão atrasados estão os repasses do Estado para ajudar no Hospital Municipal de Confresa, que atende pacientes de outras cidades e é responsável por grande parte dos custos da secretaria.

O prefeito municipal de Confresa, Gaspar Lazzari, disse que se os recursos do Governo não forem repassados urgentemente ele terá de interromper os atendimentos e permanecer apenas com urgência e emergência.

A situação se repete em outras cidades, em Canabrava do Norte, por exemplo, a prefeitura chegou a emitir uma nota dizendo que trabalha com a escassez de recursos e não recebe alguns recursos da secretaria de estado desde Dezembro de 2010.

Já a cidade de cidade Porto Alegre do Norte está sem receber recursos para os, postos de saúde da família, o atraso seria de cerca de 6 meses. De acordo com secretaria de saúde do munícipio, Rosecleia Brito, durante prestação de conta realizada na Câmara Município,  os PSF´s deveriam receber R$ 10 mil mensalmente da União e R$ 8 mil do governo do estado, mas este segundo valor não é repassado há um semestre, sendo assim, somente o salário do médico fica em R$ 10.500,00, sobrando para a prefeitura cobrir o rombo causado mensalmente, que ainda inclui os salários dos enfermeiros, auxiliares, materiais hospitalares, de escritório, mantimentos, produtos de limpeza, dentre outras despesas.

O rombo causado pelo Governo na saúde  de Porto Alegre do Norte já chega R$ 192 mil apenas em repasses relacionados aos Postos de Saúde da Família.

 

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