Estelionatário que aplicava golpes na Capital usava sobrenome do governador de MS

29 de março de 2012 - 10:05 | Postado por:

Um jovem de 22 anos que preso em Campo Grande acusado de se passar por sobrinho do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli. Ele teria usado o sobrenome “Puccinelli” até para contratar uma assessora para ajudá-lo numa suposta candidatura para vereador. Um outro caso de estelionato foi registrado aqui na Capital, onde um golpista estava de olho nas telhas de uma vítima.
O caminhão com o carregamento agora esta de volta a loja. As duas mil telhas foram compradas com cheques clonados. A compra, no valor de R$ 4 mil, saiu no nome de Cleiton Nogueira dos Santos, que mora na Bahia.
“Eu falei para ele que não podia entregar no mesmo dia, que só no outro dia a tarde. Ele falou que ia trazer o pessoal da empresa dele, o caminhão e os chapas. Eu falei que tudo bem, que se ele trouxer não tem problema, que poderia carregar. Só que quando eu cheguei aqui, não era o pessoal da empresa dele, era o pessoal do posto onde fica os chapas, aí eu suspeitei e achei estranho. Aí eu pedi para ele ir ao banco para consultar o cheque para mim, eu fui lá e o gerente falo que era clonado o cheque. Eu chamei a Polícia”, diz a vendedora da loja.
Junto com Steve Cleiton Lima, de 24 anos, também está detido aqui na Delegacia, Brian Corrêia Pulguério, suspeito também pelo crime de estelionato. O rapaz de apenas 22 anos, enganava suas vítimas ao se passar por um sobrinho do Governador do Estado, André Puccinelli.
Com um sobrenome conhecido no estado, enganou uma jovem. Ofereceu a ela serviço de assessoria com uma salário de R$ 4 mil reais.
“Ele provava para gente que ele era sobrinho do Governador, que ele tinha influência, ele chegou a entrar no Fórum com a gente, entrou na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil/MS) e a gente ia fazendo perguntas e ele ia respondendo na maior naturalidade. E falava que tinha 27 anos, tinha faculdade de psicologia e direito”, conta a jovem.
O rapaz é suspeito de aplicar o golpe em pelo menos quatro pessoas. A um taxista deixou de pagar o valor de R$ 400 reais. Com a maior parte do tempo de cabeça baixa, o suspeito confessa o crime, mas, se recusa a ser visto como um criminoso.
“Eu confesso alguns que estão aí sim. Essa parte do sobrenome do André Puccinelli foi acrescentada pela pessoa que fez o boletim de ocorrência. Em nenhum momento citei esse sobrenome”, afirma Brian Pulguério.
“O estelionatário tem essa característica de dar a quem precisa, exatamente, o desejo dessa pessoa. E o Brian, tem essa certa habilidade de conversar com as pessoas, é extremamente astuto, inteligente, tem contato ou tem conhecimento de várias situações e aplica isso justamente com as suas vítimas. Nós temos estelionatos, outras fraudes, nós temos furtos e com certeza absoluta aparecerão outras vítimas após essas reportagens, que tem sido muito importante no decorrer das investigações”, explica o delegado Wellinton de Oliveira.
Se você também foi vítima de Brian Pulguério, procure a primeira Delegacia de Polícia que fica na rua Padre João Crippa entre a Dom Aquino e a Cândido Mariano, no Centro de Campo Grande. É o mesmo prédio onde funciona a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC).

 

 

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