Frei pede perdão e diz que ele e a menor “se amam”

9 de fevereiro de 2011 - 10:29 | Postado por:

 

O frei franciscano Erivan Messias da Silva, preso na semana passada sob a acusação de estupro de vulnerável, afirmou que está vivendo um “amor proibido”. Ele disse também que ele e a adolescente P.S.F, de 16 anos, “se amam”.

O religioso, de 50 anos, foi flagrado em um motel em Várzea Grande com a menor. Erivan disse também que “um completa o outro” – e que o relacionamento deles já dura mais de seis meses. As declarações do frei foram feitas hoje (08) à jornalista Kelly Martins, do site da TV Centro América.

“Um grande sentimento nasceu entre nós. Não se trata de uma aventura, pois tenho a completa certeza de que nos amamos”, enfatizou o religioso, que explicou que o relacionamento começou no início de 2010.
Ele afirmou que se aproximou da menor assim que a mãe dela começou a frequentar a sua residência. E passaram a sair juntos. A mãe, segundo ele, ajudava a tratar de um outro frei, que morava junto com ele e sofreu um acidente automobilístico.

“Sempre saímos com a permissão da mãe dela. Íamos à sorveteria, aos shoppings e cinemas. Tínhamos um relacionamento entre homem e mulher”, completou.

O frei disse estar tranqüilo em relação à opinião pública, mas que está preparado “para enfrentar retaliações”. Erivan era orientador religioso na administração das paróquias Nossa Senhora Mãe dos Homens e Nossa Senhora de Guadalupe, em Cuiabá.

Segundo a reportagem de Kelly Martins, o frei Erivan afirma que acha que não cometeu crime. “Eu não exercia nenhuma influência sobre ela, que tem maturidade e consciência para saber o que quer. Apesar da idade, ela não é uma garota fútil ou vazia. Também é muito inteligente e culta”, disse.
O religioso ainda falou que a relação não foi revelada ao público porque não seria bem aceito pela família da menor. Ele disse que ambos sabiam da diferença de idade – e isso seria motivo de “preconceito”. 
O senhor se arrepende de ter se relacionado com a adolescente?
Frei Erivan
– Se eu pudesse voltar atrás, eu não teria tido o relacionamento. Mas nunca me arrependi do meu serviço na igreja e das funções exercidas.

 O senhor pretende abandonar a função sacerdotal e assumir este namoro com a menor?
Frei Erivan
– No momento, ainda não decidi. Estou em fase de reflexão e em busca de um discernimento para saber qual a condição da minha vida futura. Só o tempo dirá. Não tenho contato algum com ela, até porque não posso até o final do processo. Não sei se ela vai me esperar. Porém, se eu voltar à função sacerdotal não será mais em Cuiabá.

 Por que o senhor preferiu manter silêncio durante o depoimento na delegacia após ser flagrado?
Frei Erivan
– Foi estratégia diante da orientação do meu advogado.

O carro em que o senhor usava no dia em que foi ao motel era da Paróquia?
Frei Erivan
– Sempre me foi disponibilizado um veículo pela igreja para uso pessoal. Já estava com o carro faz tempo e usava para os trabalhos da igreja como também para passear.

Os líderes das Arquidioceses lhe procuraram para algum esclarecimento?
Frei Erivan
– Não. Em nenhum momento recebi apoio, nem mesmo enquanto estava preso algum líder religioso me procurou até o momento. Por outro lado, também não estou magoado com a situação.

 Por ter muitos trabalhos desenvolvidos na sociedade cuiabana e pelo reconhecimento tido perante os fiéis, o que o senhor tem a dizer para as comunidades membros da igreja?
Frei Erivan
– Eu peço perdão. Perdoem-me pelo meu erro em ter tido um relacionamento na condição de não poder tê-lo. Também agradeço pelo apoio recebido. Desde o momento em que entrei na prisão, recebi visitas, cartas, mensagens de pessoas que me apóiam, pois, um mar de pessoas se colocaram ao meu lado. Mas sei que a sociedade é assim, mesmo com uma torcida em campo enquanto você é bom estão contigo, mas quando falha, muda tudo.

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