Green Hell volta e reforça a mística do Coritiba invencível no Couto Pereira

10 de julho de 2012 - 11:21 | Postado por:

Concentrados, os jogadores do Coritiba fazem a sua parte e trabalham em segredo visando à recuperação que pode valer o título da Copa do Brasil – no primeiro jogo da decisão, o Coxa perdeu por 2 a 0 para Palmeiras e precisa vencer por três gols para ser campeão. Se devolver o 2 a 0, a final irá para os pênaltis. Fora dos mistérios no Alto da Glória, a torcida prepara um surpresa inédita e nunca vista nos estádios brasileiros. Será o Green Hell tecnológico, que promete relembrar os tempos em que o Couto Pereira era iluminado com os fogos de artifício de cor verde. Mas, desta vez, luzes e gelo seco substituirão a pirotecnia.

O inovador “Inferno Verde” retorna ao Couto Pereira numa versão adaptada. Com a proibição de fogos de artifício e sinalizadores no estádio, o Green Hell  será feito por 140 refletores e 60 máquinas de fumaça, além de algumas dezenas de canhões de luzes verdes instalados ao lado do gramado. A expectativa é que o espetáculo dure de dez a 15 minutos, começando na entrada dos jogadores em campo.

Testes do Green Hell Tecnológico que será realizado na final da Copa do Brasil, entre Coritiba e Palmeiras (Foto: Divulgação / Coritiba)Testes do Green Hell no Couto Pereira (Foto: Divulgação / Coritiba)

A iniciativa foi totalmente financiada pelos torcedores do Coritiba, que acumularam mais de R$ 95 mil – a meta era R$ 77 mil. O dinheiro excedente, contam os organizadores, será usado para ampliar os recursos do Green Hell.

O Green Hell será feito por 140 refletores, 60 máquinas de fumaça, além de dezenas de canhões de luzes verdes instalados ao lado do gramado

– É uma festa preparada para surpreender e incrementar ainda mais a final, com uma diferença: nunca foi feita por clubes. Novamente será um Green Hell pioneiro. Contratamos uma empresa especializada em festas com luzes e pretendemos mostrar a força da torcida do Coritiba no Couto Pereira. Eu acredito no título, e podemos aterizar ainda mais o Palmeiras – explica Juce Chaves.

A Mística do Inferno Verde: Coritiba invencível

A festa organizada pela torcida começou em 2009, durante uma Copa do Brasil, e repetida outras oito vezes sempre sem derrotas. Foram sete vitórias e dois empates.

A primeira edição aconteceu na semifinal da Copa do Brasil de 2009, contra o Internacional. Na partida de ida, o clube paranaense havia perdido por 2 a 0 no Beira-Rio. Na volta, o Coxa foi recebido pela festa e venceu por 1 a 0, resultado insuficiente para a classificação inédita.

Green Hell da torcida do Coritiba (Foto: André Raittz/Divulgação)O Green Hell original, com fogos de artifício (Foto: André Raittz/Divulgação)

Após a Copa do Brasil, a comissão organizadora preparou mais oito shows de luzes, contra Grêmio (2 a 1), Palmeiras (1 a 0), Corinthians (1 a 1), Atlético-PR (3 a 2), Atlético-MG (2 a 1), Portuguesa (2 a 0), Atlético-PR (2 a 0) e Fluminense (1 a 1).

A proibição de fogos de artifícios pelo Estatuto do Torcedor e o ano difícil do Coritiba em 2009, quando caiu para a Segunda Divisão, desestimularam novas edições, que foram substituídas por chuvas de papel picados e rolos de papel higiênico. Agora, com a final da Copa do Brasil pela segunda vez, a torcida voltou a se mobilizar – em 2011, o Coxa perdeu a decisão para o Vasco.

– Tinha a proibição, mas nós já pensávamos em inovar. O problema é que tinha todo o drama da queda, e fazer um espetáculo desse na Série B não garantia muita mobilização – conta Chaves.

Preparativos do Green Hell no Couto Pereira Coritiba x Palmeiras (Foto: Gabriel Hamilko / GLOBOESPORTE.COM)

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