Grêmio e Liverpool-URU empatam em jogo cheio de erros no Centenário

27 de janeiro de 2011 - 09:56 | Postado por:

Empate fora de casa. E ainda marcando dois gols. No papel, o 2 a 2 do Grêmio diante do Liverpool-URU, na quarta-feira, no Centenário (Montevidéu), pela fase preliminar da Taça Libertadores, não pode ser considerado ruim. Mas ficou para os tricolores um gosto de que poderia ter sido melhor. O time esteve duas vezes em vantatagem no marcador, mas permitiu que a equipe uruguaia empatasse.

Com o saldo qualificado sendo critério decisivo, o Grêmio joga por um empate de 0 a 0 ou 1 a 1 no Olímpico, em 2 de fevereiro, para classificar-se ao Grupo 2 da competição continental.

André Lima e Douglas fizeram os gols do time gaúcho. Maureen Franco e Nicolas Guevara marcaram para o anfitrião. Todos no primeiro tempo.

Bola parada e esquisita

Sem Jonas, negociado com o Valencia, e Adilson, suspenso, Renato Gaúcho escalou Vilson e Júnior Viçosa no time titular. De início, o confronto em nada se parecia com um duelo da Taça Libertadores. Nenhum dos goleiros, nem Castro, nem Victor, estavam em sintonia com a tradição da maior competição de futebol de clubes da América. Em 25 minutos, cada equipe concluiu duas vezes. E marcaram dois gols cada. Todos de bola parada.

Aos seis, Douglas cobrou escanteio, e André Lima cabeceou a bola no travessão. Ela voltou em Castro, que estava ajoelhado sobre a linha. A bola tocou no arqueiro e entrou: 1 a 0. Dois minutos depois, entretanto, Victor apenas assistiu à despretensiosa falta de Maureen Franco, que empatou ao encobrir o atônito goleiro da Seleção Brasileira.

O Grêmio voltou à frente em lance não menos esquisito. Aos 14, Douglas cobrou falta, André Lima foi na bola, não conseguiu alcançá-la, mas o goleiro do Liverpool-URU atrapalhou-se e deixou passar. Um gol de churrasco, daqueles confrontos de solteiros contra casados, com chinelos demarcando as metas.

Mas a comemoração dos gremistas durou apenas nove minutos. Foi o tempo necessário para Guevara completar de cabeça um escanteio da esquerda, e igualar novamente o jogo. Victor pareceu assustar-se com Gilson, colocado junto da trave direita, e somente viu a bola entrar no gol.

Pancadaria nas arquibancadas

Pouca gente no setor visitante do Estádio Centenário assistiu aos gols de Franco, Douglas e Guevara. Torcedores do Liverpool-URU atacaram os tricolores com pedaços de cadeiras arremessados à distância, e os gremistas revidaram da mesma forma. Após minutos de hostilidade mútua, policiais uruguaios invadiram a área destinada aos tricolores.

Mas eles eram poucos. Alguns torcedores do Grêmio decidiram enfrentá-los, e durante quase dez minutos o conflito se deu com violência. Em menor número, os policiais resistiram até controlar o tumulto. Foi o único momento no qual o público do Liverpool se manifestou com maior força, em um momento de rivalidade fronteiriça, gritando:

– Uruguai! Uruguai! Uruguai!

Em grande parte formado por apreciadores de futebol, o setor do time da casa passou o tempo quase integral sem grande manifestação. A trilha sonora da partida resumiu-se aos cânticos dos aproximadamente três mil gremistas.

Erros, falhas e exaustão

Matias Castro voltou com maior sorte do intervalo. No primeiro lance ofensivo do segundo tempo, Lúcio acertou o poste direito. Como resposta, Franco deu oportunidade para Victor se redimir, forçando o goleiro tricolor a protagonizar uma defesa incrível no ângulo direito.

Com o jogo indefinido, Renato Gaúcho promoveu a estreia de Vinicius Pacheco, que substituiu Júnior Viçosa. Taticamente, o técnico gremista tentou proteger a área, recuando o zagueiro Vilson, volante improvisado que passou a perseguir individualmente Maureen Franco, permitindo a Paulão sobrar nas jogadas do Liverpool-URU.

Parecendo satisfeitos com o empate, embora a pré-Libertadores tenha saldo qualificado, os jogadores uruguaios tiveram tempo para reprisar os torcedores iniciando uma briga em campo, aos 29, após André Lima tentar completar um rebote de Castro. Mas o empurra-empurra foi contido pelo árbitro paraguaio Carlos Torres.

Aparentando cansaço, as duas equipes diminuíram o ritmo. Aumentaram os erros de passes, as triangulações equivocadas, e os chutes sem direção. E o jogo arrastou-se demoradamente até o final em 2 a 2.

Antes de reencontrar o Liverpool-URU no dia 2, o Grêmio enfrenta no domingo o rival Inter pelo Gauchão. O clássico está marcado para o estádio Atílio Paiva, em Rivera. Os tricolores jogarão com reservas, e os colorados com o time B.

LIVERPOOL-URU 2 X 2 GRÊMIO
Matias Castro; Souza Motta, Juan Alvez e Hugo Souza; Maxi Montero, Carlos Macchi, Hernan Figueredo (Silvera), Maureen Franco (Figueroa) e Mauricio Felipe; Emiliano Alfaro e Nicolas Guevara (Blanes). Victor; Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Gilson (Diego Clementino); Fábio Rochemback, Vilson, Lúcio e Douglas; Júnior Viçosa (Vinicius Pacheco) e André Lima (Lins).
Técnico: Eduardo Favaro. Técnico: Renato Gaúcho.
Data: 26 de janeiro de 2011. Local: Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Árbitro: Carlos Torres, auxiliado por Cesar Franco e Darío Gaona (trio do Paraguai).
Gols: André Lima, aos 6 minutos; Maureen Franco, aos 8; Douglas, aos 14; e Guevara, aos 25 do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Souza Motta, Blanes, Emiliano Alfaro e Carlos Macchi (Liverpool); Paulão, Gabriel, André Lima e Gilson (Grêmio).

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