Hospital e plano de Saúde rejeitam liminar e negam atendimento

15 de março de 2012 - 11:14 | Postado por:

Familiares do bancário Rafael da Silva Figueiredo, 26, funcionário da agência central do Banco Bradesco, localizada na Rua Barão de Melgaço, no Centro da Capital, denunciaram ao MidiaNews, nesta quarta-feira (14), o que classificaram de “negligência” no atendimento médico por parte do plano Bradesco Saúde S/A e do Hospital Jardim Cuiabá.

Os familiares alegam que o bancário teve seus direitos cerceados tanto por parte do hospital quanto pelo plano de Saúde do banco.

Rafael é portador de necessidades especiais e está internado no hospital desde o dia 2 deste mês, para a realização de uma cirurgia na coluna. Em função da gravidade de seu quadro clínico, ele foi transferido para Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no sábado (10) .

Devido às dificuldades para obter o atendimento médico, a família do bancário procurou a Justiça e obteve uma liminar que determina que o Bradesco Saúde custeie todo o tratamento médico necessário. A liminar foi concedida no dia 8 passado pela juíza da 9ª Vara Cível da Capital, Serly Marcondes Alves.  O não cumprimento da decisão confere multa no valor de R$ 10 mil ao plano de Saúde.

Mesmo com a liminar em mãos, o bancário não pode fazer um procedimento médico, essencial para realização da cirurgia. Foi solicitado pelo médico Carlos José Alves um exame de broncoscopia.

Ocorre que o plano Bradesco Saúde S/A não autoriza o procedimento. A alegação é de que não existe profissional habilitado pelo plano, que atenda no Hospital Jardim Cuiabá, para realização do exame.

Cheque caução

A esposa de Rafael, a estudante Fabiane Correa Andrade, disse ao MidiaNews que recebeu uma ligação da administração do hospital, às 7h desta quarta-feira, informando que o exame só seria possível caso fosse feito um pagamento no valor de R$ 1,5 mil à vista, ou R$ 1,7 mil parcelado em duas vezes, sendo uma entrada e um cheque para 30 dias.

A reportagem esteve no Hospital Jardim Cuiabá e a administradora do local, Ivonete da Silva Prexedes, negou a exigência de cheque caução e disse desconhecer esse tipo de procedimento.

Segundo ela, a situação deve ser questionada diretamente ao Bradesco Saúde. E foi categórica ao negar que o hospital tenha cerceado os direitos do paciente. No momento em que dava entrevista ao site, a administradora garantiu que Rafael já estava na sala de exames e que, logo em seguida, seria submetido à cirurgia.

“O médico que o atende está ocupado com um outro procedimento, mas, logo que ele desocupar, o Rafael será atendido. Ele já está fazendo o exame e tudo será resolvido. Não cobramos cheque caução, mas, se o plano não paga o exame, ele será cobrado”, disse a administradora.

Cirurgia cancelada

Mesmo com todas as garantias da administradora, a cirurgia do bancário, que estava marcada para as 13h desta quarta-feira, foi cancelada por falta de pagamento da “taxa”. A administradora Cristiane Figueiredo, irmã do paciente, procurou o site e denunciou, mais uma vez, o que classificou de “negligência” do Hospital Jardim Cuiabá e do Bradesco Saúde S/A.

“É um absurdo toda essa situação. A administradora nos enganou. Assim que saímos de lá e que a reportagem [do MidiaNews] foi embora, tudo voltou à estaca zero. A cirurgia foi cancelada porque não pagamos o exame e nem demos o cheque caução. O Rafael paga o plano de Saúde, já vem descontado do salário dele, todo mês. Meu irmão trabalhou cinco anos no Banco Bradesco e só se afastou porque não não tem condições. Ele está internado na UTI, temos uma liminar e, mesmo assim, o atendimento tem sido negado”, disse Fabiana.

Outro lado

MidiaNews buscou contato com a assessoria de imprensa do Bradesco Saúde S/A, que se limitou a informar que: “A Bradesco Saúde não comenta os casos que são levados à apreciação do poder judiciário”.

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