No sufoco: Fla se esforça, pressiona, e bate o Bangu nos acréscimos

10 de março de 2011 - 21:57 | Postado por:

O Cláudio Moacyr, em Macaé, reserva mesmo fortes emoções a jogadores e torcedores do Flamengo. Depois de Wanderley e Negueba, foi a vez de Diego Maurício ser decisivo no estádio. Na noite desta quinta-feira, o Rubro-Negro derrotou o Bangu por 2 a 1, pela segunda rodada da Taça Rio, com um gol aos 50 minutos do segundo tempo. O time de Vanderlei Luxemburgo chega à décima vitória em 11 partidas no Campeonato Carioca (tem um empate), continua invicto na competição e mantém a boa fase. O resultado, conquistado na base da raça, premia a equipe que não desistiu de buscar os três pontos. Com o resultado, o Fla retoma a liderança do Grupo A, com seis pontos. O Bangu ainda não pontuou e é o lanterna do B.

No próximo domingo, o Flamengo enfrenta o Fluminense, no Engenhão, às 19h30m. Às 16h, o Bangu visita o América, em Édson Passos.

Confira a classificação do Campeonato Carioca

Dois pênaltis inventados

Ora sufocante, ora sufocado. Mas quase sempre soberano. Foi um primeiro tempo de pressão e domínio do Flamengo sobre o Bangu, mas o time de Vanderlei Luxemburgo também levou sustos. Não nos primeiros 13 minutos. O Rubro-Negro armou a blitz ofensiva no Moacyrzão. Marcação consistente e velocidade para não deixar o adversário buscar o ar. Foram quatro boas chances de gol no princípio. Thiago Neves, duas vezes, Léo Moura e Ronaldinho por pouco não marcaram. Toques rápidos e tentativas de tabela empolgaram os torcedores, que não se incomodaram com a chuva.

O despertar do Bangu se deu em forma de bombas. De longe, de perto. Todas com Pipico. Todas pararam no goleiro Felipe. O atacante buscou o ângulo, o cantinho, tentou até da pequena área. Na maior parte do tempo, faltou ousadia.   

O setor ofensivo do Flamengo aperta o passo para encontrar sintonia. Com Darío Bottinelli, Renato, Thiago Neves e o Gaúcho, a equipe não tem a referência fixa na área, mas ganha em alternativas. No terceiro jogo seguido com a formação, a falta de entrosamento ainda foi um problema, mas o apoio dos laterais se fez importante. Principalmente com Léo Moura. Pela direita, o camisa 2 usou a experiência é conseguiu um pênalti. Em uma das muitas vezes que dançou na frente de Fabiano Silva, caiu na área, e o árbitro Djalma Beltrami marcou falta. Na cobrança, Ronaldinho caminhou na ponta dos pés e disparou colocado e com força, aos 24. O camisa 10 marcara pela primeira vez pelo Fla na mesma trave, da mesma forma, contra o Boavista, na Taça Guanabara. Na comemoração, o “Bonde do Mengão sem freio” novamente se formou. Ronaldinho não fez só o gol. O craque distribuiu lançamentos e tentou dribles e passes de efeito. Errou a maioria, é verdade, mas causou o alvoroço de sempre.

Pênalti inventado de um lado, erro repetido do outro. No minuto seguinte ao gol rubro-negro, a arbitragem novamente se equivocou. Pipico entrou a área, tentou passar por Welinton e se jogou. Na cobrança, ele mesmo bateu e deixou tudo igual. Durante alguns momentos, o Flamengo se desorganizou, errou passes curtos. Bottinelli era o mais desatento. “El Pollo” chegou a ser vaiado por alguns torcedores, que pediram a entrada de Negueba. O Rubro-Negro voltou a assustar aos 38. Léo Moura, o melhor em campo, passou  a Bottinelli, o argentino encontrou Renato no lado direito da área, mas o chute, com o pé “ruim”, se perdeu pela linha de fundo.

No sufoco, Fla vence mais uma

A preocupação com o Fla-Flu de domingo fez Luxemburgo sacar dois titulares. Léo Moura e Willians receberam cartão amarelo na etapa inicial e foram substituídos por Fierro e Diego Maurício no intervalo. A entrada de um atacante mudou o posicionamento de Ronaldinho, que passou a jogar aberto pelo lado esquerdo do campo. O capitão não demorou a aprontar. Depois de deixar um marcador na saudade, achou Thiago Neves na área, viu o companheiro dominar no peito e acertar a trave com um chute rasteiro. Pipico, o destaque do Bangu, voltou a incomodar. Em cruzamento para a área, deixou Leandro Costa em ótima condição. O atacante bateu de primeira, mas Welinton afastou o perigo.

Ronaldinho também tentou de fora da área, mas sem conseguir assustar. Luxa decidiu tirar Bottinelli, que demonstrara cansaço, e lançou Wanderley, recuperado de uma lesão no joelho direito. O atacante não jogava desde 2 de fevereiro. Desta forma, Wanderley se posicionou como centroavante, Diego Maurício passou a jogar bem aberto pela direita, Ronaldinho na esquerda, e Thiago Neves ganhou liberdade no meio. Faltava objetividade. Algumas trocas de passe na entrada da área adversária eram intermináveis e pouco produtivas

Assim como no primeiro tempo, o Bangu não só suportou a pressão, bem como se assanhou. O técnico Gabriel Vieira tirou Leandro Costa e lançou Somália.  As principais investidas se deram pelo lado esquerdo e tiveram a participação de Pipico. Aos 30, Tiano, que acabara de entrar no lugar de Ricardinho, chutou de fora da área e obrigou Felipe a trabalhar. 

Ronaldinho mudou de posição com Diego Maurício nos minutos finais, chamou a responsabilidade, mas sem sucesso. O camisa 10 cobrou falta, lançou os companheiros, ensaiou algumas arrancadas, só que não teve sorte. Wanderley, Welinton e Diego Maurício também buscaram o gol. Thiago Neves, após bonita arrancada, bateu colocado e passou perto. Com Pipico e Somália, o Bangu assustou uma última vez. O empate, persistente, caiu aos 50 minutos. Thiago Neves cobrou escanteio, e Diego Maurício cabeceou para, enfim, fazer o segundo. Festa rubro-negra em Macaé. De novo.
 

BANGU 1 X 2 FLAMENGO
Thiago Leal, China, Abílio, Diego Padilha e Fabiano Silva; Marcão, André Barreto, Thiago Galhardo (Possato) e Ricardinho (Tiano); Pipico e Leandro Costa (Somália).
 
Felipe, Léo Moura (Fierro), Welinton, Ronaldo Angelim e Egídio; Maldonado, Willians (Diego Maurício), Thiago Neves, Renato e Botinelli (Wanderley); Ronaldinho Gaúcho.
Técnico: Gabriel Vieira. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Gols: Ronaldinho, aos 24, e Pipico, aos 26 do primeiro tempo. Diego Maurício, aos 50 do segundo tempo.
Cartões amarelos: André Barreto (Bangu); Léo Moura, Willians, Bottinelli e Ronaldinho (Flamengo).
Estádio: Cláudio Moacyr, em Macaé. Data: 10/03/2011. Árbitro: Djalma Beltrami. Auxiliares: Vinicius Pampurre e Marcelo Mariano. 

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Comentários

  1. Celso disse:

    É mais uma vez Djalma facilitou a vida do Flamengo

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