Pai de menino morto pode responder por receptação, diz delegado.

2 de setembro de 2016 - 13:49 | Postado por:

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O delegado Eduardo Botelho, da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e Adolescente (Deddica), afirmou, nesta sexta-feira (02), que investiga se L.F.S.,  pai do menino de dois anos que morreu após beber achocolatado envenenado com carbofurano, sabia ou não que o produto havia sido furtado de uma casa.

 

A morte da criança ocorreu na tarde do dia 25 de agosto, após dar entrada na policlínica do Coxipó, em Cuiabá.

 

Na quinta-feira (1º), Botelho informou que o achocolatado foi “batizado” por Adonis José Negri, de 61 anos, para se vingar de um assaltante que estava furtando sua casa e comendo alimentos de sua geladeira. O idoso colocou o veneno, que é utilizado para matar ratos, com uma seringa na bebida.

“A investigação ainda está em andamento. Se, ao final, ficar comprovado que ele (pai do menino) tinha ciência da origem ilícita do produto que comprou, ele será indiciado por receptação.”

 

O assaltante, Deuel de Resende Soares, de 27 anos, caiu na armadilha, furtou o produto, mas o vendeu para o pai da criança.

 

“A investigação ainda está em andamento. Se, ao final, ficar comprovado que ele (pai do menino) tinha ciência da origem ilícita do produto que comprou, ele será indiciado por receptação”,  disse o delegado.

 

A pena para este tipo de crime é de um a quatro anos de reclusão, mais multa.

 

“Serão ouvidas pessoas que convivem com ele. Será levado em consideração o preço que ele pagou no produto com relação ao preço normal. Vamos fazer essa comparação”, afirmou botelho.

 

Prisões

 

Adonis Negri e Duel Soares foram preso por envolvimento na morte do menino.

 

Adonis irá responder por homicídio qualificado com emprego de veneno. Ele também foi autuado por homicídio tentado, já que um amigo da família da criança, de 31 anos, também consumiu o produto. O homem recebeu alta na quarta-feira (31).

 

Já Deuel de Resende foi autuado por furto qualificado.

 

Os dois foram encaminhados para o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).

 

O caso

 

A criança de dois anos deu entrada na Policlínica do Coxipó na tarde de quinta-feira (25).

 

A mãe informou que estava em casa com o filho, no Bairro Parque Cuiabá, quando a criança teria dito que estava com fome. Ela, então, deu-lhe uma caixinha de achocolatado.

 

Ela disse que a reação foi imediata e o menino passou mal, desmaiando em seguida.

 

O menino chegou a ser reanimado pelos médicos, mas morreu cerca de uma hora depois de ter dado entrada na unidade hospitalar.

 

Um inquérito civil foi instaurado pela Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) para apurar as causas da morte.

 

Após a repercussão do acaso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do achocolatado em todo território nacional.

 

Fonte: www.midianews.com.br

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