Polícia Civil identifica um dos envolvidos em furto

28 de janeiro de 2011 - 13:30 | Postado por:

 

A Polícia Civil identificou um dos três participantes do furto na Câmara de Vereadores de Cuiabá, ocorrido há duas semanas. Três assaltantes levaram duas memórias de computador e um monitor.

Policiais da Delegacia do Complexo do Verdão, que investigam a ação criminosa, não forneceram detalhes sobre a pessoa identificada. As imagens do circuito interno de segurança mostram mais duas pessoas – um homem e uma mulher – no interior no prédio do Legislativo Municipal.

O trio arrombou a porta da Secretaria de Recursos Humanos atrás dos computadores. Os policiais não quiseram adiantar se o assaltante identificado é conhecido no mundo policial ou ligado a algum político. “Temos um deles identificado. Qualquer coisa a mais vai atrapalhar os nossos trabalhos”, explicou um dos policiais que participam das investigações.

Segundo os policiais, ainda é preciso apurar o furto e a motivação. O que chama a atenção dos policiais é que, na sala entre diversos computadores, os criminosos escolheram os dois principais do setor, que contêm todas as informações da vida funcional dos servidores e vereadores.

Eles desmontaram a CPU de cada computador para levar apenas a memória. De acordo com o tempo das imagens, eles ficaram dentro da sala por volta de 20 minutos.

Os policiais acreditam que dificilmente os objetos furtados serão recuperados. Com isso, ficam sem a materialidade do crime. Sem essa prova contundente, os policiais trabalham com a identificação dos acusados. “É um tipo de material que pode ser copiado e depois apagado. Em termos de informática, a legislação está atrasada porque uma memória de computador não é um objeto qualquer”, destacou um deles.

Eles explicaram que o conteúdo das duas memórias de computador não é sigiloso, uma vez que são feitas cópias a ser repassadas para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Conforme o vereador Antônio Fernandes, presidente em exercício da Câmara, na ocasião do furto, nos arquivos havia dados como valor do salário, hora extra, número de documentos pessoais e endereços de todos os vereadores e servidores.

No entendimento dos policiais, é preciso saber o que três pessoas querem com dados não sigilosos, mas não de conhecimento do público. Eles explicaram que esses dados podem ser usados de forma criminosa. Além da chantagem, podem utilizar em golpes com número de documentos destas pessoas. Em alguns casos, o estelionato é aplicado anos depois.

O delegado Francisco Kunze, responsável pelos trabalhos, deverá continuar ouvindo as testemunhas e demais pessoas. O ex-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Deucimar Silva (PP), e o atual, Júlio Pinheiro (PTB), deverão ser chamados para depor nos próximos dias. O delegado não informou a data.

Kunze pretende concluir os trabalhos dentro do prazo de 30 dias, a partir da abertura do inquérito, mas poderá pedir prorrogação. Os policiais, no entanto, dividem as investigações do furto da Câmara com outros casos.

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