Polícia registra 40 ataques a caixas eletrônicos no semestre em MT

9 de julho de 2012 - 10:48 | Postado por:

Um levantamento feito pela Polícia Civil apontou que os ladrões atacaram 40 caixas eletrônicos no primeiro semestre de 2012 em Mato Grosso. As investigações revelam que em geral os terminais bancários estão sendo arrombados por explosivos. No entanto, na maioria dos casos, os bandidos não conseguem levar o dinheiro das unidades bancárias.

Segundo a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), os números são considerados estáveis em relação às investidas criminosas ocorridas nos últimos dois anos no estado. A redução é motivada em parte pela migração dos ladrões que atuavam em Mato Grosso para outros estados brasileiros após a polícia identificar os líderes dos bandos.

Em 2011, o estado fechou o ano com 106 roubos e furtos a terminais com o uso de maçarico e explosivos. Já em 2010 foram registrados 118 arrombamentos de caixas.

Dos registros de 2012, a Polícia Civil contabilizou 35 ataques a terminais com uso de explosivos e apenas cinco arrombamentos utilizando como ferramenta o maçarico.

Conforme as investigações da GCCO, Mato Grosso passou a registrar os primeiros casos de ataques com explosivos em agosto de 2011, fechando com 38 terminais dinamitados naquele ano.

Dos arrombamentos deste ano, segundo a polícia, em 19 ocorrências (9 roubos e 10 furtos) os bandidos obtiveram êxito em levar o dinheiro. Em outras 21 ocorrências, conforme a Polícia Civil, os criminosos não conseguiram concluir o delito por imperícia dos próprios assaltantes no manuseio de explosivos e também graças à intervenção da polícia.

A maioria dos arrombamentos ocorreu no começo da madrugada, horário de menor policiamento e movimento nas ruas. Em algumas ocorrências, os bandidos adotaram a modalidade “Novo Cangaço”, mas com menos poder de fogo.

Estratégias de combate ao crime
O delegado chefe da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Flávio Stringueta, lembra que o ano começou com números alarmantes de explosões de caixas eletrônicos, levando à polícia a mudar a estratégia para tentar impedir a ação das quadrilhas. “Tivemos um ‘boom’ de ocorrências no mês de janeiro, começamos o ano pessimista, mas depois foi diminuindo”, disse o delegado.

Uma das medidas de segurança foi adotada pelas agências bancárias por sugestão da própria polícia. Conforme Stringueta, a retirada de caixas eletrônicos de pontos vulneráveis e os abastecimentos com quantias menores em dinheiro foram os motivos que fizeram com que os bandidos migrassem para outras regiões, pois os assaltos estavam pouco rentáveis em Mato Grosso.

“Os bancos aumentaram a quantidade de abastecimento e diminuíram o volume de dinheiro. Antes faziam o depósito uma vez por semana e colocavam uma grande soma em dinheiro”, explicou o delegado. “Hoje os bancos abastecem mais vezes e colocam bem menos dinheiro. Então, para uma quadrilha com oito assaltantes conseguir tirar R$ 20 mil e R$ 30 mil do caixa, não compensa a operação criminosa”, observa o delegado.

Identificação dos líderes
Entre as estratégias da polícia de combate a modalidade criminosa estão as investigações mais focadas na identificação e prisão dos líderes de quadrilhas e ações preventivas, como policiamento em locais onde os bandos estariam promovendo reuniões preparatórias, abordagem a suspeitos e condução à Delegacia para identificação.

“Começamos a mostrar que sabíamos quem eles eram. Não tínhamos como prever e prende-los em flagrantes. Mudamos então a estratégia de evitar que os ataques acontecessem. Isso também ajudou”, afirma o delegado Flávio Stringueta.

Migração para outros estados
Com a intensificação do trabalho de repressão, as quadrilhas migraram para estados com baixo índice criminal de ataques a caixas eletrônicos, conforme a polícia. Em pelo menos dez estados da federação, a Polícia Civil contabilizou prisões de criminosos de Mato Grosso. De acordo com levantamento do GCCO, ocorreram prisões de bandidos mato-grossenses nos estados do Tocantins, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Acre, Piauí, Maranhão, Bahia, Pará e Goiás.

Os estados de Mato Grosso do Sul, Rondônia, Maranhão e Pará registraram o maior número de pessoas presas oriundas de Mato Grosso. “Foram os estados que a gente registrou o maior número de intervenções, de pessoas identificadas, que a gente conseguiu auxiliar de alguma forma na identificação dos criminosos com passagens aqui”, ressalta o chefe do GCCO, delegado Flávio Stringueta.

 

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