Preço do quilo do pescado em Cuiabá varia de R$ 6 a R$ 30

6 de abril de 2012 - 14:49 | Postado por:

 

Com a tradição da Semana Santa, a procura pelo pescado tem sido intensa na Capital, e os comerciantes acreditam que, até o feriado, nesta sexta-feira (6),o movimento deverá crescer consideravelmente.

Nos mercados, feiras e pontos de venda, os valores dos peixes ficam cada vez mais “salgados” e os consumidores se vêem “rodando” por toda a cidade, em busca dos menores preços, a fim de manter a tradição.

Quem já foi ao tradicional Mercado do Porto para garantir o prato principal do almoço da Sexta-Feira da Paixão, ainda encontrou pescado a preços relativamente baixos para o local e para a época. Até a última terça-feira (3), pintados, cacharas e pacus ainda podiam ser encontrados a R$ 24 por quilo.

Há quinze anos, a comerciante Girlene da Silva Bernardes mantém seu ponto de venda de pescado no Mercado do Porto. Nesta semana, a dona da banca “Tiririca do Peixe” encomendou 1,5 tonelada de pacu e pintado para vender a aproximadamente R$ 30/kg, a partir de quarta-feira (4).

Segundo ela, a boa localização da banca, que fica próxima a uma das entradas do mercado, ajuda a esgotar o pescado até o dia do feriado e alguns clientes que deixam para escolher e comprar o peixe de última hora, acabam não encontrando mais a mercadoria.

A justificativa apresentada pelos comerciantes para os preços mais altos praticados no local é de que os peixes são de rio, e não criados em viveiros e tanques. Para a aposentada Maria Eliza dos Santos, de 57 anos, vale pagar um pouco mais caro pelo pescado.

“Se a preferência é por peixe de rio, tem que pagar mais caro. Mas, se for de rio ou de tanque, não importa. Só não dá pra passar a Sexta-Feira Santa sem peixe na mesa”, afirmou.

Já para a dona de casa Fernanda de Souza, 32, que foi ao Mercado do Porto em busca do pescado para ser consumido no fim de semana, os valores cobrados assustam. Em uma banca, ela desistiu de fechar a compra quando viu, na balança, que os 6 kg de pintado sairiam por R$ 152.

Para quem prefere comprar o pescado nos supermercados da Capital, os valores são relativamente mais baratos. Porém, vale ressaltar que, nos locais visitados pela reportagem, apenas peixes de tanque estão à venda.

O preço, por quilos, de peixes inteiros como pintados, tambacus, tilápias e piraputangas variavam de R$ 7,49 a R$ 14,98. Já filés de tilápia, por exemplo, saiam a R$ 22,98/kg.

Clientes que se encontravam na fila para pesagem do peixe escolhido, como é o caso do dentista Daniel Soares, 38, afirmavam que optaram por comprar no mercado pela comodidade e praticidade.

Peixe Santo

Uma opção mais acessível ao bolso dos cuiabanos e que gera renda e trabalho para cerca de 700 pessoas, entre criadores de peixes e revendedores, é o tradicional Peixe Santo, projeto que há 21 anos acontece em Cuiabá, promovido pela Prefeitura Municipal.

Os peixes estão sendo vendidos desde a quarta-feira, em 35 pontos diferentes da Capital, localizados em pontos estratégicos e de grande circulação de pessoas, como rotatórias, pontos de ônibus, praças e ruas que dão acesso a grandes bairros da cidade.

As vendas continuam até às 12h da sexta (6). Ao todo, a expectativa do Município é de comercializar 500 toneladas de peixes, superando a quantidade vendida em 2011, que foi de 465 toneladas.

De acordo com o secretário municipal de Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Dilemário Alencar, nas barracas, os consumidores poderão comprar pacu, tambacu e tambatinga por R$ 6,80 o quilo. Já o pintadinho da Amazônica – grande novidade do projeto este ano – está sendo comercializado a R$ 10 por quilo.

Todos os peixes do projeto são criados em viveiros e o valor fixado pelo município refere-se ao peixe fresco, com vísceras.

“O consumidor também pode optar por comprar o peixe sem vísceras e sem espinhos. Neste caso, o valor a ser pago é de livre negociação entre o vendedor e o consumidor, mas o preço será sempre inferior ao praticado no mercado”, afirmou o secretário.

Como escolher o peixe

Na hora de comprar – e para evitar arrependimentos futuros –, os cuiabanos devem se manter atentos a algumas regrinhas na hora de escolher o pescado.

Como o clima predominante na Capital é o quente, alguns cuidados devem ser tomados para evitar que o peixe comprado estrague rápido – como levar consigo uma caixa térmica com bastante gelo para transporte ou comprar a carne apenas quando estiver indo para um local onde poderá armazená-la de maneira adequada.

Para começar, na hora do compra, o consumidor já deve observar se o peixe está bem armazenado e congelado e se está sendo manuseado com higiene.

Os olhos dos peixes devem estar sempre brilhantes e as escamas, bem aderidas. Se a pele do peixe estiver sem brilho, com manchas ou com aspecto de ressecada, é melhor desistir da compra.

Além disso, o cheiro do peixe não deve estar muito acentuado, com cheiro de amônia ou avinagrado e as guelras devem estar sempre vermelhas e fortes, nunca com outra coloração ou grudentas.

Uma boa forma de saber se o peixe está em bom estado para ser comprado e consumido é apalpando a barriga do pescado. Marcas de impressão onde os dedos foram pressionados não são um bom sinal.

 

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