Zaga tricolor falha duas vezes e perde posto de melhor da Libertadores 2012

12 de abril de 2012 - 10:59 | Postado por:

O Fluminense entrou em campo diante do Boca Juniors, na última quarta-feira, no Engenhão, com 100% de aproveitamento e a melhor defesa da Libertadores. Mas a primeira derrota tricolor na competição sul-americana nasceu justamente de dois erros defensivos (veja os gols da partida no vídeo ao lado). As vaias após a derrota por 2 a 0 não preocuparam o técnico Abel Braga, mas deixaram clara a insatisfação do torcedor. De quebra, o clube das Laranjeiras perdeu o posto de zaga menos vazada do torneio, que agora pertence apenas ao Corinthians com só dois gols sofridos.

– Começamos o jogo mal, equilibramos e sofremos o primeiro gol em uma falha da defesa. Não vou nem discutir se houve falta no Diguinho. Depois veio o segundo gol e após o jogo vieram as vaias. Mas não tenho nada a reclamar. O torcedor é soberano, compareceu e fez o que tinha de fazer. Eles incentivaram o jogo todo e não saíram satisfeitos. Tentamos de tudo e não jogamos melhor porque o adversário não deixou – analisou Abelão.

O primeiro indício de que a noite prometia fortes emoções saiu dos pés do volante Edinho. Responsável por proteger a defesa ao lado de Diguinho, ele errou os quatro primeiros passes que tentou na partida e criou situações de ataque para o Boca. Até aquele momento, no entanto, os argentinos não conseguiam dar sequência às jogadas e levar perigo ao gol de Diego Cavalieri. Aos 33, porém, o panorama mudou. Após chutão da defesa boquense, Leandro Euzébio errou ao cabecear para trás. Diguinho, que já tinha amarelo e teve medo de ser expulso se cometesse a falta, perdeu a dividida para Cvitanich e viu o rival abrir o placar.

O gol pareceu levar nervosismo ao setor defensivo, que passou a abusar dos chutões para sair jogando. Apesar da falta de criatividade tricolor, o Boca teve poucas chances claras. A segunda, porém, decidiu o jogo e saiu após falha de Jean. Mouche cruzou da direita e o volante tentou cortar, mas acabou ajeitando a bola para Sanchez Miño ampliar. Se até então o Fluminense tinha sofrido apenas um gol na Libertadores, e justamente do Boca, na última quarta o Tricolor sofreu logo o dobro da marca anterior de uma só vez.

Diego Cavalieri Fluminense (Foto: EFE)Com a bola na rede, Diego Cavalieri reclama do erro da defesa tricolor no primeiro gol do Boca (Foto: EFE)

– Sabíamos das dificuldades que teríamos em casa. É preciso aprender a furar o posicionamento dos adversários que chegam para nos enfrentar com dez homens atrás da bola. Nossos jogadores que sabem driblar bem estavam muito marcados, o que dificultou muito o nosso jogo. Não vai ser sempre assim e por isso temos de dar mérito à vitória do Boca. O que comprova também que muita gente deu pouco valor ao triunfo na Bombonera. Aquele mesmo Boca que vencemos, e agora sem Riquelme, nos derrotou agora. Fica de lição – encerrou o treinador.

O Fluminense volta a campo pela Libertadores na próxima quarta-feira para enfrentar o Arsenal de Sarandi-ARG, em Buenos Aires. Uma vitória garante ao Tricolor o primeiro lugar do Grupo 4 da competição. Antes, porém, os comandados do técnico Abel Braga têm compromisso marcado com o Olaria, domingo, às 16h (de Brasília), em Volta Redonda, pela última rodada da Taça Rio. Para avançar às semifinais, a equipe precisa vencer e torcer para que Vasco ou Bangu tropecem diante de Nova Iguaçu e Resende, respectivamente.

 

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